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“Estudo associa os games on-line a melhoras dos sintomas de depressão” (O Globo, 14/03/11)

Estudo associa os games on-line a melhoras dos sintomas de depressão

Cientista americana usou jogos para medir seu impacto na ansiedade

Estudos acadêmicos costumam apontar o lado negativo dos games, concluindo que a excessiva exposição a eles leva a problemas de concentração, entre outras mazelas. Mas uma nova pesquisa do Laboratório de Psicofisiologia e Biofeedback da Universidade da Carolina do Leste, nos Estados Unidos, partiu de uma nova premissa. O estudo observou durante seis meses o comportamento de dezenas de homens e mulheres com depressão clínica que jogaram videogames casuais — jogos simples na internet — e chegou à conclusão de que eles diminuíram os sintomas da doença, proporcionando uma sensação de bem-estar.

 

Entre os games usados no teste, o clássico “Bejeweled”

Segundo a doutora Carmen Russoniello, diretora do laboratório, foram usados na pesquisa, encomendada pela desenvolvedora PopCap, três games casuais: o clássico “Bejeweled 2”, em que o jogador deve arrumar pedras preciosas da mesma cor e formato para ir liberando um diagrama; o “Bookworm Adventures”, em que uma traça precisa formar palavras com letras de um quebracabeça para bater seus oponentes; e o “Peggle”, onde se jogam bolas em pinos para liberar um tabuleiro virtual. Ao fim dos testes, em que parte dos pacientes ficou jogando enquanto a outra parte apenas navegava na web, os primeiros demonstraram uma queda de 57% nos sintomas de depressão e ansiedade.

 

“Já conduzi muitas pesquisas sobre recreação como terapia, mas esta foi a primeira que buscou determinar o potencial terapêutico dos videogames”, escreveu Carmen em sua conclusão. “É claro que muito mais precisa ser feito antes que os games possam ser prescritos como um tratamento, mas os resultados foram estimulantes e confirmaram que as pessoas que os jogam melhoram seu humor e reduzem o estresse”.

 

Entre os jogos, o “Peggle” foi o que mais contribuiu para melhorar o astral dos pacientes, seguido pelo “Bejeweled 2” e pelo “Bookworm Adventures”. Já o “Bejeweled” aliviou o estresse de 54% dos jogadores e, junto com o “Peggle”, diminuiu a sensação de raiva em 65%.

 

Naturalmente, o estudo levou em conta apenas games simples. Os efeitos de outros jogos mais complexos (quiçá, violentos) ainda precisam ser examinados em maior profundidade, já que jogá-los exige uma postura muito mais concentrada do que no caso dos games casuais.

 

— Sempre há o lado sombrio da força, com o vício e a dependência que podem aparecer

— explica Bruno Feijó, professor do Departamento de Informática da PUC-Rio e especialista no tema. — Mas existem relatos acadêmicos de benefícios de games, na área psicossocial, na fisioterapia e no aprendizado. Estudos mostraram que jogá-los e se distrair com eles pode até reduzir as náuseas em crianças em tratamento de câncer.

 

Segundo Arthur Protasio, coordenador de Game Studies do Centro de Tecnologia e Sociedade/FGV, estudos ligando games casuais à saúde já envolveram até o velho “Tetris”.

 

— Nos anos 80, um estudo na Universidade da Califórnia associou o “Tetris” à atividade cerebral relacionada a novas estratégias — conta. — O estudo da dra. Carmen revela o quanto essa mídia é subestimada.

 

Fonte: http://clipping.vrc.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=24455&sid=21&tpl=printerview

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