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Aprendizado tangencial e Steve Jobs

Recentemente na Cult of Mac foi publicada uma matéria de John Brownlee analisando a visão de Steve Jobs sobre jogos eletrônicos e os caminhos que a Apple seguiu nesse campo. O depoimento de Jobs é interessante, pois trata do potencial educacional dos jogos – tema que renasce atualmente com a ideia de aprendizado tangencial em games popularizada por James Portnow e Daniel Floyd.

Leia a matéria na CultofMac.com.

Jogos em geral, e qualquer atividade que proporcione prazer e transmita informações em um mesmo contexto, têm grande potencial educativo. Isto é plenamente observado em RPG’s de mesa, em romances fantásticos e em filmes e séries que congregam legiões de fãs – verdadeiras enciclopédias humanas sobre seus mundos de fantasia. Jogos eletrônicos têm o mesmo potencial. Se substituirmos a “Terra-Média” ou a “Galáxia muito, muito distante” pelo nosso próprio universo, o fascínio do videogame é eficiente ferramenta complementar ao aprendizado tradicional.

Ou, como coloca Jobs, se o próprio funcionamento do jogo integrar implicitamente conceitos que são ensinados nas salas de aula, o conhecimento é transmitido sem a necessidade de uma ambientação que reproduza o mundo real. Ainda que não ensinem fórmulas físicas, jogos que lidam com gravidade, como Angry Birds e Portal, requerem um olhar que compreenda – mesmo instintivamente – as suas leis. Mesmo sem conter preleções a respeito do direito das gentes ou da teoria econômica, uma – longa – partida de Civilization exige do jogador esses conhecimentos.

O jogo eletrônico é uma mídia completa: transmite informação, é canal de expressão de ideias e de sentimentos e uma forma de arte que se desenvolve rapidamente. Seu potencial educativo é mais um elemento nesse rol de qualidades. É um componente que perpassa todo meio de comunicação: todo aprendizado humano requer um canal, e o jogo eletrônico é mais um eficiente canal de comunicação. Trata-se apenas de uma questão de reconhecimento do potencial de aprendizado que se manifesta a partir da plataforma interativa que é o jogo – com intuito educativo ou não.

Sobre o Aprendizado Tangencial, veja o episódio de Extra Credits:

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